Desigualdades

Desigualdades e diferenças no Brasil: as perspectivas indígena e quilombola

O projeto “Desigualdades e Diferenças no Brasil” tem origem em uma parceria realizada entre o CEBRAP e uma equipe formada por membros do NEPO e do CPEI (ambos da UNICAMP) tendo em vista desenvolver, a pedido e financiado por Christian Aid, um breve estudo sobre as desigualdades no Brasil a partir dos dados oficiais e quantitativos referentes aos povos indígenas e comunidades quilombolas. Este estudo, desenvolvido entre abril de 2013 e fevereiro de 2014, ganhará a forma de um livreto bilíngue destinado ao público interno e parceiros da Christian Aid.

No processo de elaboração deste estudo lançamos mão exclusivamente das informações do Censo Demográfico (IBGE) e do Censo Educacional (INEP), sendo que para dar conta da situação quilombola, foi necessário ainda georeferenciar tais informações tendo em vista os “memoriais descritivos” dos Territórios Quilombolas (INCRA). A equipe que realizou este esforço inicial foi composta por José Maurício Arruti, Monika Dowbor, Alessandra Traldi  Simoni, Bárbara Roberto Estanislau, Daniel Waldvogel, Danilo Torini, Donizete Cazolato  e Ricardo de Sampaio Dagnino, com o apoio de Marta Azevedo.

A análise realizada e o processo de reflexão que a acompanhou deixaram claro que a projeção do tema da desigualdade sobre as populações indígenas e quilombolas apresentava problemas metodológicos, teóricos, analíticos e contextuais bem mais amplos do que os previstos no produto encomendado pela Christian Aid. Ao deslocarmos a atenção do produto imediato para o seu processo de produção, fomos motivados a dar continuidade à iniciativa, de forma a submeter aqueles problemas a uma abordagem mais densa e extensa. Assim, elaboramos um projeto que, abrigado pelo CEM – Centro de Estudos da Metrópole, pode ser descrito pelos seguintes objetivos preliminares:

  1.  Elaborar uma crítica antropológica das abordagens correntes dos temas da pobreza e da desigualdade tendo em vista as particularidades das populações indígenas e quilombolas;
  2. Propor indicadores que melhor expressem a noção de bem estar e de vulnerabilidade a partir dos pontos de vista dessas populações;
  3. Propor uma metodologia capaz discriminar e descrever a situação e as dinâmicas demográfica, socioambiental e territorial dessas populações e seus territórios, lançando mão, privilegiadamente, de dados oficiais, quantitativos e de larga escala;
  4. Oferecer parâmetros para uma abordagem de conjunto da situação dessas populações com relação aos temas da mobilidade, da urbanidade, da auto-atribuição e dos impactos das políticas públicas.

Links relacionados:

Equipe:

  • José Maurício Arruti
  • Monika Dowbor
  • Marta Azevedo
  • Alessandra Traldi  Simoni
  • Bárbara Roberto Estanislau
  • Thais Tartalha
  • Daniel Waldvogel

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